FORE Consultoria de Investimentos · Método
Método de consultoria em oito etapas.
A carteira é a última peça. O trabalho começa pela estrutura da família e segue por objetivos, liquidez, veículos e uma política de investimentos escrita.
- Consultoria registrada na CVM
- Remunerada exclusivamente pelo cliente
- Patrimônio em nome da família
Este material percorre o nosso método na ordem em que trabalhamos com cada família. Uma família fictícia acompanha as oito etapas, para que cada conceito apareça aplicado a números.
Material informativo da FORE Consultoria de Investimentos. Não é oferta nem recomendação de investimento. Casos e números são ilustrativos. Versão 1.0 · out/2026.
Princípio
O produto é a última decisão.
Não existe investimento superior em termos absolutos, assim como não existe veículo superior. A escolha depende de quem conduz, do terreno e do destino.
O futuro é imprevisível. Nenhum modelo o antecipa de forma consistente.
O patrimônio funciona como um sistema. Uma decisão isolada pode prejudicar o conjunto.
Todo investimento tem risco. O risco muda de forma; não desaparece.
O objetivo é a melhor relação entre risco e retorno, não o maior retorno.
Quem começa pelo produto aprende o golpe antes do fundamento. Nós invertemos a ordem: primeiro a família, a estrutura e os objetivos. O produto vem por último, como consequência do plano.
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Caso ilustrativo
Uma família fictícia percorre as oito etapas.
Os números a seguir são ilustrativos e alimentam todas as ferramentas. Um parâmetro alterado numa etapa repercute nas seguintes.
Família
Patrimônio
Fluxo
Esta família vai nos acompanhar até o fim. Em cada etapa, mostramos o que levantamos, o que calculamos e o que entregamos a ela.
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Etapa 1 · Estrutura
Família, titularidade e proteção.
O primeiro levantamento descreve quem compõe a família, como o patrimônio está titulado, quais proteções existem e qual é a situação fiscal. É nele que aparecem os pontos a revisar.
Selecionar um elemento abre a explicação ao lado.
Selecionar um elemento
Cada elemento do mapa mostra o que é e por que importa no planejamento.
Pontos de atenção
Os seis blocos do levantamento
- Patrimônio: quanto está imobilizado e quanto está investido; pessoa física ou jurídica; conta conjunta ou individual; instituições; existência de visão consolidada.
- Família: cônjuge e regime de bens; filhos e dependentes, idades e grau de dependência; outras pessoas sob responsabilidade da família.
- Proteção: seguro de vida, previdência e os beneficiários indicados em cada um, com a data da última revisão.
- Fase da vida: acumulação, manutenção ou renda; prazo até a necessidade de renda; previdência oficial; distribuições de empresas.
- Fiscal: residência fiscal; renda bruta tributável; aluguel recebido na pessoa física.
- Sucessão e estrutura: testamento; doações, com ou sem reserva de usufruto; holding; imóveis na pessoa física ou jurídica, com data e custo de aquisição; ativos no exterior.
Não basta saber quanto existe; é preciso saber de quem é. Uma família com dezenas de milhões em imóveis, todos em nome de uma só pessoa, pode não ter caixa para o imposto de transmissão no momento em que mais precisa. É no levantamento da estrutura que esse tipo de ponto aparece, antes de qualquer recomendação de investimento.
Temas jurídicos, tributários e de seguros são tratados com os advogados, contadores e corretores da família, em coordenação com a FORE.
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Etapa 1 · Balanço e fluxo
Patrimônio líquido, liquidez e capacidade de poupança.
Ativos menos passivos dão o patrimônio líquido. A composição mostra quanto é líquido; o fluxo mostra quanto a família acumula por mês.
Parâmetros do exemplo
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- Seguro de vida não entra como ativo: é proteção futura, não valor disponível.
- A previdência entra no balanço enquanto está em acumulação.
- Aporte não é despesa: é patrimônio que muda de lugar. A parcela do financiamento também amortiza dívida.
O retrato honesto costuma surpreender, para cima ou para baixo. Muitas famílias se consideram gastadoras e, ao separar o aporte da despesa, descobrem uma capacidade de poupança acima do que imaginavam.
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Etapa 1 · Sucessão Aprofundamento
Patrimônio elevado não é patrimônio líquido.
Na transmissão, o imposto, os custos do inventário e as despesas da família exigem caixa antes da partilha. Seguro de vida e previdência com beneficiário indicado chegam à família sem depender do inventário.
Parâmetros do exemplo
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Regras que balizam o planejamento
- Metade do patrimônio, a legítima, pertence por lei aos herdeiros necessários. Nenhuma estrutura a afasta.
- A meação do cônjuge não é herança: é separada antes da partilha.
- O ITCMD é estadual, pago por quem recebe, com teto nacional de 8%. A progressividade passou a ser obrigatória em todos os estados. valor de referência
- O capital de seguro de vida não integra a herança (Código Civil, art. 794).
- O STF afastou o ITCMD sobre VGBL e PGBL na morte do titular (Tema 1.214).a validar
O caso mais comum que encontramos é o de uma família com patrimônio relevante e pouca liquidez: terra, imóveis, participação em empresa. Na falta de quem sustentava a casa, o imposto e os custos precisam ser pagos antes da partilha, e vender um imóvel durante o inventário costuma significar vender abaixo do valor. Seguro e previdência, bem desenhados, são a liquidez que evita essa venda.
A FORE Consultoria é remunerada exclusivamente pelo cliente. Sócios da FORE também integram a FORE Serviços Financeiros (seguros, previdência e câmbio), que tem remuneração própria. Contratá-la é opcional; qualquer indicação é informada por escrito. Simplificação didática: todos os bens são comuns ao casal e a herança cabe aos filhos. A partilha real depende do regime de bens, da existência de bens particulares e de testamento; validar com o advogado da família. Regras tributárias vigentes na data-base de outubro de 2026. Mudam com frequência; reconferir com o contador da família antes de qualquer decisão.
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Etapa 2 · Objetivos
Cada objetivo com valor e prazo.
Os objetivos entram na projeção como saídas programadas. A projeção indica o que precisa mudar para que o plano se sustente: aporte, prazo, objetivo ou estrutura.
Parâmetros do exemplo
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Independência financeira
Renda dos ativos suficiente para o padrão de vida, com ou sem trabalho. A renda de uma empresa que depende da presença do titular continua sendo renda do trabalho.
Taxa de retirada
Retirar ao ano o equivalente ao retorno real preserva o capital em termos reais. Retiradas acima do retorno consomem o capital ao longo do tempo.
Nenhuma travessia longa acontece exatamente como no papel. O plano não é uma promessa rígida; é o instrumento que mantém a direção quando a vida muda a rota. As alavancas mais eficazes dependem da família, e não do mercado: aporte, prazo e o próprio objetivo.
Simulação com hipóteses de retorno real. Não é promessa de resultado. Investimentos envolvem riscos, inclusive de perda do capital. Valores em reais de hoje; retorno e retirada em termos reais, líquidos de imposto.
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Etapa 2 · Projeção patrimonial
A projeção patrimonial ao longo da vida.
A projeção estende o plano para além da independência financeira: acumulação até a data definida e retiradas mensais depois. Mostra se o patrimônio se preserva, se cresce ou em que idade se esgota.
Parâmetros do exemplo
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Longevidade
O horizonte do planejamento usa uma idade acima da expectativa de vida, para que o patrimônio não termine antes da família.
Retorno na fase de renda
Na fase de renda, a carteira tende a ser mais conservadora; o retorno real esperado costuma ser menor que na acumulação.
Planejar até a independência financeira resolve metade da questão. A outra metade é saber se o patrimônio atravessa as décadas seguintes. Testamos o plano com retornos menores e retiradas maiores, porque é nesses cenários que ele precisa se sustentar.
Simulação com hipóteses de retorno real. Não é promessa de resultado. Investimentos envolvem riscos, inclusive de perda do capital. Valores em reais de hoje. A projeção considera investimentos financeiros e previdência; imóveis e participação em empresa não entram no cálculo.
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Etapa 2 · Proteção
Capital segurado pela necessidade da família.
O capital do seguro de vida se dimensiona pelo que a família precisaria na falta de quem gera a renda: custos da transmissão, dívidas, educação dos filhos e a renda a repor até a autonomia deles.
Parâmetros do exemplo
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Temporário
Cobre a fase de maior dependência, por prazo definido, com custo menor.
Vida inteira
Forma liquidez sucessória permanente; o capital não integra a herança nem passa pelo inventário.
Revisão
Capital e beneficiários são revistos a cada mudança na família, na renda ou no patrimônio.
O seguro não é um investimento; o custo dele é o preço de transferir um risco que a família não quer correr. Dimensionamos o capital pela necessidade, não pelo valor que cabe no orçamento, e revemos quando a família muda.
A FORE Consultoria é remunerada exclusivamente pelo cliente. Sócios da FORE também integram a FORE Serviços Financeiros (seguros, previdência e câmbio), que tem remuneração própria. Contratá-la é opcional; qualquer indicação é informada por escrito. Método de necessidades simplificado: a renda da cônjuge e o aluguel continuam após a falta do titular; a renda do titular cessa. Valores em reais de hoje.
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Etapa 2 · Perfil de risco
Capacidade e disposição: prevalece a menor.
Capacidade é o que o patrimônio suporta sem alterar o padrão de vida; é um cálculo. Disposição é a volatilidade que a família tolera atravessar; revela-se nas perdas reais.
Parâmetros do exemplo
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Errar para baixo
Começar abaixo da disposição declarada e subir com a experiência. Descobrir que se tolerava mais custa pouco; descobrir o contrário no meio de uma queda custa o plano.
Entrada gradual
Alocar em parcelas reduz o peso do momento de entrada e o desconforto da primeira oscilação.
O casal não é uma pessoa só
Disposições diferentes podem conviver: uma carteira comum para os objetivos compartilhados e carteiras individuais no risco de cada um.
Origem do patrimônio
Patrimônio poupado ao longo de décadas, recebido em herança ou obtido na venda de uma empresa costuma gerar relações diferentes com a oscilação.
O questionário de perfil exigido pela CVM (Resolução 30/2021) é um insumo da recomendação, não o veredito.
Apoio ao apresentador · perfis de decisão
| Perfil | Como é | Como decide |
|---|---|---|
| Vermelho | direto, decisivo, focado em resultado | rápido; pode pular a análise para chegar à conclusão |
| Amarelo | entusiasmado, valoriza relacionamento | pelo entusiasmo; o discurso pesa mais que o número |
| Verde | calmo, valoriza estabilidade e vínculos | evita mudança; pode adiar para não romper o estabelecido |
| Azul | preciso, analítico, valoriza rigor | quer todos os dados; pode esperar uma certeza que não virá |
| Vermelho | Amarelo | Verde | Azul | |
|---|---|---|---|---|
| Vermelho | · | disperso, pouco focado | indeciso, lento para agir | burocrático demais |
| Amarelo | sério e direto demais | · | entediante, resistente | crítico e podador |
| Verde | insistente e apressado | energia caótica e exaustiva | · | detalhista em excesso, frio |
| Azul | descuidado com detalhes | superficial, pouco confiável | evita aprofundar os detalhes | · |
O perfil indica como a pessoa decide; a disposição indica quanto risco tolera. São eixos diferentes.
Da arquibancada, cobrar um pênalti parece simples; só quem sentiu a perna tremer conhece a diferença. Com investimentos é igual: a disposição declarada é uma hipótese até a primeira perda real. Por isso perguntamos como a família reagiu da última vez que perdeu de fato.
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Etapa 3 · Liquidez
Três camadas de liquidez, fora do risco.
Emergência, compromissos com data e reserva de oportunidade ficam em ativos de alta liquidez e baixo risco. É essa camada que evita resgatar o longo prazo no pior momento.
Parâmetros do exemplo
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Adequado
- Tesouro Selic
- CDB com liquidez diária de emissor sólido
- Fundo DI de custo baixo
- ETF de renda fixa pós-fixada
Inadequado
- Ações e fundos imobiliários
- Títulos marcados a mercado de prazo longo
- Investimentos com carência
Dívida de custo elevado sai primeiro, preservando um colchão mínimo; o rotativo do cartão supera 400% ao ano.valor de referência
Nenhum ativo oferece os três no grau máximo. A liquidez abre mão da rentabilidade.
Sem liquidez de pé, a disposição a risco real é zero, porque qualquer imprevisto vira resgate. Para o nosso público, a terceira camada costuma fazer diferença: o terreno vizinho à venda, o imóvel abaixo do preço. Quem tem liquidez compra bem; quem não tem, assiste ou se endivida caro.
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Etapa 4 · Veículos
Credor ou sócio, e o prêmio de cada risco.
O título público é a referência. Os demais veículos precisam remunerar o que acrescentam: risco de crédito, prazo sem liquidez, ausência de garantia. A isenção de imposto desloca o custo; não o elimina.
Empresta e recebe o combinado.
Ao governo, a um banco ou a uma empresa. Retorno definido em contrato: renda fixa.
Participa do resultado.
Sem teto e sem garantia: ações, participações e imóveis. O retorno depende do desempenho do negócio.
Esquema conceitual, sem taxas.
Tesouro
Selic, prefixado e IPCA+. Risco soberano. Títulos de prazo longo oscilam se vendidos antes do vencimento.
Crédito bancário
CDB, LCI e LCA, com garantia do FGC dentro dos limites; Letra Financeira, sem FGC.
Crédito privado
Debêntures, CRI e CRA. Sem FGC; a proteção está no emissor, na garantia e na posição na fila.
Fundos
Condomínio com regulamento, administrador e gestor. Taxas já descontadas do retorno divulgado.
ETF
Fundo de índice negociado em bolsa: diversificação imediata, regra pública e carteira conhecida.
Fundos imobiliários
Tijolo, papel ou híbridos. Distribuição mínima de 95% do resultado semestral.
Previdência
Estrutura jurídica de seguro com tabela própria de imposto, portabilidade e indicação de beneficiários.
Exterior
Contas e veículos fora do país diversificam moeda e jurisdição; declarados e tributados no Brasil.
O título público paga a taxa básica com o menor risco de crédito da economia; emprestar a uma empresa pela mesma taxa não faz sentido. Tudo o que paga mais está remunerando alguma coisa. Quando um título paga acima da média, cabe identificar o que leva o emissor a precisar pagar mais.
FGC: até R$ 250 mil por CPF e por instituição, com teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos.valor de referência
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Etapa 4 · Prazo e imposto
O mesmo rendimento, resultados líquidos distintos.
Prazo, tabela de imposto e isenção alteram o que chega ao patrimônio. A comparação correta é sempre pelo valor líquido.
Parâmetros do exemplo
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Segurança contra inadimplência não significa ausência de oscilação no caminho. Quem carrega até o vencimento recebe a taxa contratada; quem vende antes recebe o preço do dia.
Uma letra isenta a 90% do CDI pode render mais do que um CDB a 105%, dependendo do prazo. Sem trazer os dois para a mesma base, a comparação é entre números que não se equivalem.
Regras tributárias vigentes na data-base de outubro de 2026. Mudam com frequência; reconferir com o contador da família antes de qualquer decisão. Isenção de LCI, LCA, CRI e CRA válida para pessoa física.
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Etapa 4 · Diferimento
O imposto adiado continua rendendo.
Fundos com come-cotas antecipam o imposto duas vezes por ano. Veículos sem come-cotas deixam o valor integral render até o resgate; a previdência soma a isso uma tabela regressiva própria.
Parâmetros do exemplo
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O prazo conta para cada aporte, individualmente.
Estrutura e estratégia
A estrutura jurídica do plano traz os benefícios fiscais e sucessórios; a estratégia de investimento dentro dele é escolhida à parte e pode ser trocada por portabilidade, sem resgate.
PGBL ou VGBL
PGBL para quem declara pelo modelo completo e tem espaço na dedução de 12% da renda bruta tributável; VGBL nos demais casos. O imposto do PGBL incide sobre o total resgatado; o do VGBL, sobre o rendimento.
Sucessão
Os recursos vão ao beneficiário indicado sem inventário. A indicação não se sobrepõe à legítima e deve ser revista a cada mudança na família.
Um bom plano de previdência pode ter uma estratégia fraca dentro dele, e isso se corrige com portabilidade sem perder o benefício fiscal. No prazo curto, porém, a tabela regressiva trabalha contra: o simulador mostra o caso de cinco anos.
A FORE Consultoria é remunerada exclusivamente pelo cliente. Sócios da FORE também integram a FORE Serviços Financeiros (seguros, previdência e câmbio), que tem remuneração própria. Contratá-la é opcional; qualquer indicação é informada por escrito. Regras tributárias vigentes na data-base de outubro de 2026. Mudam com frequência; reconferir com o contador da família antes de qualquer decisão.
Material informativo da FORE Consultoria de Investimentos. Não é oferta nem recomendação de investimento. Casos e números são ilustrativos. Versão 1.0 · out/2026.
Etapa 4 · PGBL
PGBL: dedução no aporte, imposto no resgate.
Quem declara pelo modelo completo pode deduzir até 12% da renda bruta tributável com aportes em PGBL. O imposto é diferido, não eliminado: incide sobre o valor total no resgate, pela tabela escolhida.
Parâmetros do exemplo
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Condições
Declaração pelo modelo completo e contribuição à previdência oficial ou a regime próprio.
Por declarante
O limite de 12% vale para cada declarante: titular e cônjuge têm limites próprios.
Acima do limite
Aporte acima de 12% não deduz e ainda é tributado sobre o total no resgate; acima do limite, o VGBL é o veículo adequado.
O PGBL é uma das poucas decisões em que a vantagem pode ser calculada com antecedência: o imposto que iria à Receita no ano fica rendendo dentro do plano. A vantagem depende de duas condições: aportar até o limite e reinvestir a restituição.
A FORE Consultoria é remunerada exclusivamente pelo cliente. Sócios da FORE também integram a FORE Serviços Financeiros (seguros, previdência e câmbio), que tem remuneração própria. Contratá-la é opcional; qualquer indicação é informada por escrito. Simplificação: aportes anuais no início de cada ano, tabela regressiva por aporte, restituição reinvestida em VGBL, sem taxas de administração ou de carregamento. Regras tributárias vigentes na data-base de outubro de 2026. Mudam com frequência; reconferir com o contador da família antes de qualquer decisão.
Material informativo da FORE Consultoria de Investimentos. Não é oferta nem recomendação de investimento. Casos e números são ilustrativos. Versão 1.0 · out/2026.
Etapa 4 · Estruturas Aprofundamento
Pessoa física, holding e exterior.
Estruturas resolvem problemas específicos de tributação, sucessão e governança, e têm custo de constituição e manutenção. A escolha é feita caso a caso, com o contador e o advogado da família.
| Pessoa física | Holding patrimonial | |
|---|---|---|
| Aluguel | tabela progressiva, até 27,5% | lucro presumido; carga em revisão com a CBS e o IBSa validar |
| Venda de imóvel | redutores por tempo de posse e isenções exclusivas da pessoa física | sem esses benefícios; a depreciação aumenta o ganho |
| Transmissão | escritura e ITCMD por imóvel | doação de cotas, com cláusulas, num só ato |
| Constituição | não se aplica | ITBI imune na integralização, com ressalva para atividade imobiliária preponderante |
- 1Conta na pessoa física com ativos americanos: simples, exposta ao imposto sucessório dos EUA.
- 2Conta na pessoa física com ETFs domiciliados na Irlanda (UCITS) e cláusula Transfer on Death: fora do imposto sucessório americano.
- 3Imóvel no exterior em LLC: organiza a propriedade; sozinha, não afasta o imposto sucessório.
- 4 Empresa no exterior, regime opaco ou transparente (Lei 14.754/2023): a sucessão segue a jurisdição da empresa; custo compatível com patrimônio internacional a partir de US$ 300 a 400 mil. a validar
Parâmetros do exemplo
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Internacionalizar é diversificar jurisdição e moeda, e se faz por degraus. Para boa parte das famílias, o segundo degrau resolve sem empresa alguma. A empresa no exterior entra quando o tamanho do patrimônio internacional justifica o custo.
Ativos no exterior são declarados e tributados no Brasil (Lei 14.754/2023). Mais de 120 países trocam informações financeiras automaticamente (CRS). Este quadro não substitui a orientação do contador e do advogado da família.
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Etapa 5 · Política de investimentos
A política de investimentos em uma página.
A política registra a alocação-alvo, as faixas de tolerância, as regras de rebalanceamento, de aporte e de retirada, e os gatilhos de revisão. Na volatilidade, a família consulta o que já decidiu.
- 1 Alocação-alvo por categoria
- 2Faixas de tolerância
- 3Regra de rebalanceamento
- 4Aportes e retiradas
- 5Gatilhos de revisão
- A vidaCasamento, nascimento, venda relevante, herança, mudança de renda, início da fase de renda.
- O calendário Revisão anual com data marcada.
- Mudança estruturalAlteração de regra tributária, monetária ou regulatória que afete as premissas. Mudança de preço não é gatilho.
As boas decisões de investimento são tomadas com calma; as ruins, no susto. A política existe para que a decisão da tempestade já esteja tomada quando ela chegar. Em famílias com perfis distintos, ela tem um valor adicional: substitui a discussão pela consulta ao que os dois assinaram.
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Etapa 6 · Alocação
Quanto em cada categoria, com faixas definidas.
A alocação define o desenho da carteira; a escolha dos produtos vem depois. Cada categoria tem um alvo e uma faixa dentro da qual nada se altera.
Parâmetros do exemplo
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Estrutural e tático
A base estrutural muda pouco e serve aos objetivos. A parcela tática, limitada a poucos pontos percentuais, aproveita oportunidades e aportes novos.a validar
Previdência
A previdência segue a mesma política, com a estratégia escolhida dentro do plano; fica fora da base desta tabela.
Categorias disponíveis
- Renda fixa pós-fixada, prefixada e atrelada à inflação; crédito privado.
- Multimercados; ações Brasil; ações internacionais.
- Renda fixa internacional, grau de investimento e high yield.
- Fundos imobiliários e REITs; exposição cambial; metais.
- Ativos alternativos para perfis específicos.
Pedir a indicação de um bom fundo é escolher o móvel antes de decidir o cômodo. Primeiro definimos quanto vai em cada categoria; só então buscamos o produto que ocupa cada espaço.
Alocação ilustrativa da família-exemplo. Não é recomendação.
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Etapa 6 · Diversificação Aprofundamento
Diversificar é combinar o que não cai junto.
Muitos ativos com o mesmo comportamento não reduzem o risco. A redução vem da correlação baixa entre as partes.
Parâmetros do exemplo
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Sobreposição
Cinco fundos de ações com 70% das mesmas empresas formam uma exposição repetida, com cinco camadas de custo.
Mesma empresa, duas classes
Ações ordinárias e preferenciais da mesma companhia representam um único risco.
Limite por emissor
Nenhum banco, empresa ou fundo deve ter peso capaz de comprometer o conjunto. O limite consta da política.
Juntar bons ativos não forma automaticamente uma boa carteira. O que importa é o comportamento em conjunto, sobretudo nos momentos ruins.
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Etapa 7 · Seleção
Do universo disponível à carteira.
A seleção percorre o universo de produtos com critérios definidos: aderência à política, veículo e tributação, custo total, liquidez, risco de crédito e garantias, concentração e sobreposição.
Carteira: poucos produtos por categoria, cada um com a razão registrada por escrito.
Taxa acima da média
Um título que paga acima de seus pares costuma combinar três fatores: o risco do emissor, o prêmio para atrair recursos e a remuneração de quem o distribui.
Independência
A FORE não recebe comissão, rebate ou qualquer remuneração de emissores, gestores ou distribuidores. A recomendação é registrada por escrito, com a fundamentação.
Parâmetros do exemplo
Ver os números
Ninguém entra numa concessionária de uma marca esperando que lhe ofereçam o carro da concorrente. Cada distribuidor oferece o que tem. Em cada produto, examinamos quanto ele custa, a quem, e se o resultado, depois de todos os custos, justifica a escolha.
Na B3, algumas centenas de empresas listadas, mais de 400 fundos imobiliários, dezenas de ETFs e centenas de BDRs; números variam ao longo do tempo.valor de referência O retorno divulgado de um fundo já é líquido das taxas. Em janelas de dez anos, a maior parte dos fundos de gestão ativa fica abaixo do índice de referência, segundo estudos de comparação de desempenho. valor de referência
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Etapa 8 · Acompanhamento
Monitoramento contínuo e rebalanceamento por regra.
O acompanhamento compara a carteira com a política. Quando uma categoria sai da faixa, a regra indica o ajuste; com aportes regulares, o ajuste muitas vezes dispensa vendas.
Parâmetros do exemplo
Ver os números
- Relatório mensal. As contas da família consolidadas no FORE OS, a plataforma própria da FORE.
- Reuniões periódicas. Carteira, objetivos e próximos passos.
- Revisão anual. Política de investimentos e plano patrimonial revistos por inteiro.
Quanto menos a carteira se movimenta sem motivo, menos custo e menos imposto. O oposto também não é virtude: carteira nenhuma deve ficar parada por descuido. Ela se move quando a política ou a vida pedem.
Choques ilustrativos, sem relação com previsões. Imposto estimado a 15% sobre o ganho contido nas vendas.
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Etapa 8 · Comportamento Aprofundamento
O processo protege a família dos próprios vieses.
Medo e ganância levam a comprar o que já subiu e vender o que caiu. Uma política escrita e um processo de revisão reduzem o espaço para essas decisões.
Dados ilustrativos.
| Viés | Como age | O que o processo faz |
|---|---|---|
| Aversão à perda | mantém posições ruins para não reconhecer a perda | revisão periódica com critério escrito |
| Ancoragem | julga pelo preço pago ou pelo topo visto | comparação com a política, não com o preço de entrada |
| Retrovisor | compra o que mais rendeu nos últimos doze meses | exige explicar a origem do retorno |
| Excesso de confiança | leva a competência de uma área para outra | decisões registradas e revisadas |
| Viés de resultado | julga a decisão pelo desfecho de curto prazo | avaliação do processo no horizonte da política |
Ficar num ponto de ônibus o tempo necessário leva ao destino; trocar de ponto a cada poucos minutos, porque outro parece mais movimentado, consome a tarde sem embarque. O objetivo deste trabalho é dar à família um segundo entre o impulso e a ação.
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Síntese
O que a família recebe em cada etapa.
Cada etapa termina numa entrega. Juntas, formam a base de decisão da família e do acompanhamento.
| Etapa | Entrega | Família-exemplo |
|---|
Esta é a síntese do que a família leva: o retrato, o mapa de objetivos, o plano de liquidez, os veículos, a política, a alocação, a carteira e o acompanhamento. O produto aparece só na sétima linha.
Valores da família-exemplo, ilustrativos. A FORE Consultoria é remunerada exclusivamente pelo cliente. Sócios da FORE também integram a FORE Serviços Financeiros (seguros, previdência e câmbio), que tem remuneração própria. Contratá-la é opcional; qualquer indicação é informada por escrito.
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Independência
Consultoria registrada, remunerada pelo cliente.
Diagnóstico e recomendação
Diagnóstico, recomendação por escrito, coordenação com os especialistas da família e acompanhamento.
Sem custódia nem execução
Não custodiamos, não executamos ordens, não administramos recursos, não distribuímos produtos e não recebemos comissões ou rebates.
Os especialistas da família
Advogados, contadores e corretores de seguro da família, em torno de um único plano.
Nenhum modelo de remuneração elimina todos os conflitos. Por isso cada recomendação é registrada por escrito, com a fundamentação.
Mostrar o próprio interesse é o que um profissional transparente faz. Nossa remuneração vem só da família, e cada recomendação fica registrada, para que a família e quem mais ela quiser possam revisá-la depois.
A FORE Consultoria é remunerada exclusivamente pelo cliente. Sócios da FORE também integram a FORE Serviços Financeiros (seguros, previdência e câmbio), que tem remuneração própria. Contratá-la é opcional; qualquer indicação é informada por escrito. FORE Consultoria de Investimentos · consultora de valores mobiliários registrada na CVM (nº 004354-0), nos termos da Resolução CVM 19/2021.
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Próximo passo
Primeira reunião: o levantamento da estrutura.
Na primeira reunião, levantamos a estrutura familiar e patrimonial e explicamos como a FORE trabalha. A proposta, com escopo e honorário, segue por escrito.
O primeiro passo é o mesmo para todas as famílias: o levantamento da estrutura. Ele já costuma revelar pontos que não aparecem na carteira.
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Material informativo da FORE Consultoria de Investimentos. Não é oferta nem recomendação de investimento. Casos e números são ilustrativos. Versão 1.0 · out/2026.